A Perseguição da Meia-Noite em Willow Wood

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Era uma vez, aninhada entre campos esmeralda e colinas enevoadas, uma pequena aldeia chamada Willow Bend. Para além da última fila de aconchegantes chalés, onde margaridas selvagens tocavam as cercas, estendia-se uma vasta e encantadora floresta conhecida como Floresta do Salgueiro. As árvores sussurravam velhos segredos, e à sua sombra viviam muitas criaturas, grandes e pequenas.

Num aconchegante buraco sob as raízes de um salgueiro vivia Remy Rabbit, um coelho esperto com orelhas aveludadas e um coração cheio de curiosidade. O melhor amigo de Remy era Max, um leal cão castanho e branco que pertencia à simpática senhora Hinshaw. Max passava os dias a cochilar na varanda dela, mas à noite ganhava vida, quando ele e Remy corriam pela relva alta, perseguindo vaga-lumes e contando histórias.

Numa brilhante noite de verão, enquanto o céu se tornava índigo, Remy ouviu um som estranho—um lamento vindo do coração da Floresta do Salgueiro. As orelhas de Max levantaram-se. "Ouviste isso, Remy?"

Remy mexeu o nariz. "Parece que alguém está em apuros!"

rabbit

"Quem vai aí?" trovejou o fantasma, a sua voz ecoando por cada tronco.

Max tentou ladrar, mas saiu apenas um guincho. Remy engoliu em seco. "Estamos apenas a visitar! Quem és tu?"

O fantasma flutuou mais perto, o seu corpo semelhante a um lençol a arrastar-se atrás dele. "Eu sou Grindle, o Guardião da Floresta do Salgueiro! Mas ultimamente, ninguém me respeita. Os animais da floresta ignoram os meus avisos e pisam as minhas flores."

Remy, sempre educado, curvou-se. "Não quisemos fazer mal, Sr. Grindle. Estamos à procura da origem desse lamento."

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Com um redemoinho de névoa fria, Grindle desapareceu, deixando Max e Remy a tremer na escuridão. Os amigos correram para casa, as patas e pés mal tocando o chão. Quando chegaram à aldeia, a notícia já se espalhara: os animais estavam assustados, os pássaros chilreavam em alarme, e todas as crianças de Willow Bend olhavam nervosamente para a borda da floresta.

Naquela noite, Max deitou-se na varanda da senhora Hinshaw, a cabeça cheia de preocupações. Remy mastigava trevo, com as orelhas caídas. "Não podemos deixar Grindle fechar a Floresta do Salgueiro. A floresta pertence a todos!"

Max assentiu. "Temos de encontrar uma maneira de parar o seu feitiço. Mas como?"

Remy refletiu. "Grindle disse que devemos resolver o seu enigma. Talvez, se lhe mostrarmos que somos espertos e bondosos, ele nos ouvirá."

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Quando o crepúsculo caiu, a Floresta do Salgueiro tornou-se enevoada. As árvores dobraram-se e torceram-se, formando um círculo em torno de uma clareira. No centro flutuava Grindle, imponente e sombrio, a sua cauda fantasmagórica a rodopiar como fumo.

"Vieram enfrentar o meu desafio!" declarou Grindle. "Se falharem, a floresta ficará fechada para sempre. Respondam-me: Qual é a única coisa que não podes ver, não podes tocar, mas que todos precisam para viver?"

O nariz de Remy mexeu-se. Max coçou a orelha. Os animais da floresta reuniram-se à beira da clareira, prendendo a respiração.

Remy deu um passo à frente. "Será… a esperança?"

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Max tentou: "Será o amor?"

Grindle suavizou-se um pouco, mas ainda disse: "Não."

Remy pensou intensamente. Lembrou-se de como as árvores sussurravam, como os pássaros cantavam, e como tudo na Floresta do Salgueiro parecia respirar em conjunto. Olhou para o céu noturno, viu as estrelas a brilhar e de repente soube.

Sussurrou a Max: "Acho que é o ar!"

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Os olhos de Grindle alargaram-se. Uma risada prateada escapou. "Inteligente! Têm razão. Sem ar, a Floresta do Salgueiro estaria silenciosa e imóvel."

O fantasma flutuou para baixo, a sua forma já não era assustadora. "Mas por que deveria confiar em vocês, se todos pisam as minhas flores e ignoram os meus avisos?"

Remy ofereceu o buquê de sinos-azuis. "Colhemos com cuidado, deixando as raízes para que cresçam de novo. Prometemos dizer a todos para cuidar das suas flores."

Max avançou e deixou a sua placa em forma de coração. "Esta é a minha coisa mais preciosa. Quero deixá-la aqui para nos lembrar a todos de valorizar a floresta."

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Max abanou o rabo amavelmente. "Podemos ajudá-lo. Talvez também possas ser nosso amigo."

A partir daquela noite, Grindle deixou de ser apenas um guardião fantasmagórico e tornou-se amigo de todos na Floresta do Salgueiro. Ensinou os animais e as crianças a cuidar da floresta, e todos os anos havia um festival junto ao salgueiro, com Remy e Max a liderar um desfile de criaturas felizes.

A floresta prosperou, os sinos-azuis multiplicaram-se, e todas as noites Grindle flutuava acima, observando com orgulho enquanto as risadas ecoavam pelas árvores, sem mais precisar de uivar para chamar atenção, brilhando mais do que nunca.

Perguntas Frequentes

Para qual idade esta história é adequada?

Esta história é adequada para 3–13 anos.

Posso ouvir esta história em áudio?

Esta história pode ser lida online gratuitamente.

Qual é a duração desta história para crianças?

Esta é uma curta história para crianças que geralmente pode ser lida em 10 minutos

Estas histórias para dormir são gratuitas para ler?

Sim, você pode ler estas histórias para dormir online gratuitamente.

Esta história é adequada para crianças?

Sim, esta história foi escrita para crianças e é perfeita para leitura antes de dormir.

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